CrônicasO que Blizzard contou sobre Forever no painel Deep Dive
O que Blizzard contou sobre Forever no painel Deep Dive
22.09.2026Transcrição do painel da BlizzCon 2026: quatro desenvolvedores da equipe Forever reuniram em um único texto os principais sistemas do jogo — camping, profissões mais profundas, a nova estrutura de mundo 'sem reinos' e uma nova abordagem para montarias. A gente explica o que isso muda para o jogador.
A Blizzard publicou a transcrição do painel 'Forever Deep Dive' da BlizzCon, realizado em 12 de setembro de 2026. No palco estavam quatro pessoas da equipe Forever: o diretor de produção Clay Stone, o game designer sênior Josh Greenfield, a engenheira principal Ana Resendez e o game designer líder Kris Zierhut. O tema foi Azeroth como protagonista: todos os sistemas mostrados servem a uma única ideia — transformar um desconhecido qualquer perto de um fogo de chão em alguém por quem vale a pena parar.
Acampamento em vez de fogueira comum
Camping é, provavelmente, a mecânica mais 'de clima' das que mostraram. A Cooking Fire da profissão Culinária virou Basic Campfire e se transformou em ponto de encontro: dá pra sentar, acessar vendedores, consertar equipamento, abrir uma bancada de profissão e pegar um buff de uma hora. Pra ativar, basta literalmente sentar alguns minutos perto do fogo.
A Basic Campfire comporta até três itens de profissão — um por jogador, recarga compartilhada de uma hora. Cada profissão oferece três itens, desbloqueados em níveis de habilidade diferentes: um Ferreiro coloca uma Pedra de Amolar (bônus de Attack Power), um Alfaiate coloca um estandarte de facção (Spirit), um Herborista coloca um incensário (Intellect). Os buffs não acumulam com buffs equivalentes de classe. Os primeiros itens abrem no nível de habilidade 20; os avançados vêm de receitas Blueprint que dropam dos chefes de masmorras. Os Cozinheiros aprendem a melhorar o próprio acampamento, que passa a comportar 5 ou 10 itens em vez de três.
Profissões mais profundas
Forever adiciona mais de 600 novas receitas em todas as profissões e faixas de nível. A comida agora dá 'um pequeno bônus de experiência' e status, enquanto as raras receitas Blueprint ficam atreladas a masmorras. A ligação 'acampamento + profissão' é intencional: as profissões querem aparecer no mundo aberto, e não ficar escondidas num slot do menu.
Legacy: rejogar e expandir
O sistema Legacy nasceu do amor da equipe pelo Hardcore, onde sempre tinha alguém upando e o mundo nunca parecia vazio. Em Forever, ele foi adaptado pra que rejogar com classes diferentes seja recompensador, mas sem as consequências letais do Hardcore. Os pontos continuam sendo acumulados por Challenges por categoria e gastos em três árvores — Professions, Adventure, Resourcefulness — com limite de 16 pontos por personagem no início. O teto total é 65, e eles alimentam a trilha cosmética de recompensas. Uma análise detalhada está num artigo separado.
Sem reinos clássicos
A escolha de reino em Forever ficou 'sem reinos' (realmless): em vez de uma lista enorme de reinos, o jogador escolhe um dos quatro rulesets — Normal, PvP, Roleplaying e Hardcore (o último libera depois do lançamento). Não é um único mundo gigante: dentro de um ruleset as facções continuam separadas, não dá pra agrupar entre rulesets, e cada ruleset funciona como 'um grande ecossistema próprio'. Collections e Legacy Points são compartilhados na conta entre todos os rulesets, exceto Hardcore — lá o progresso é separado, mas depois da morte do herói dá pra transferir pra outro ruleset.
A Blizzard também muda os nomes: em vez de um único nome de personagem, agora são duas partes — 'nome' e 'sobrenome'. O nome é único por região e, segundo os devs, isso dá mais liberdade de escolha — dá pra colocar algo como 'Ana Forever'. Dá também pra escolher uma preferência de idioma e encontrar mais jogadores que falam a mesma língua. O equilíbrio de facção no ruleset PvP é prometido — uma abordagem parecida com a usada em Season of Discovery.
Montarias, do novo jeito
Forever adota a abordagem de Burning Crusade para o custo da montaria: em vez de um pagamento separado na compra, o preço vem embutido no aprendizado de Riding, e a montaria é entregue na hora em que você aprende Riding.
Transmog — um meio-termo
A Transfiguração é uma das ferramentas mais discutidas para 'mostrar conquistas e expressar o personagem'. A equipe deixou claro que ela não existia no jogo original e que conjuntos gritados podem quebrar a imersão. A Blizzard prometeu mais detalhes sobre o formato depois.
Na prática
- Upando em grupo — vale parar e sentar perto do fogo: o buff de Basic Campfire dura uma hora e não exige nada além de alguns minutos perto das chamas.
- Planejando um personagem alternativo com profissão — escolha uma que tenha item 'de acampamento': é um buff de grupo e uma forma visível de a profissão existir no mundo. Receitas Blueprint raras para itens avançados dropam dos chefes de masmorra.
- Reino não é mais binário — a escolha 'PvP ou não' agora passa pelo ruleset, e se você escolheu errado, ninguém vai te obrigar a transferir o herói. Hardcore chega depois do lançamento, mas é um ecossistema à parte.
- Nome do personagem — pense já em duas palavras: 'nome' e 'sobrenome'. Haverá mais nomes livres, mas a exclusividade regional continua.
- Montaria — não acumula mais como uma 'conta separada' no nível 60: a montaria vem junto com o aprendizado de Riding.
- Transfiguração — vem aí, mas a Blizzard busca um meio-termo entre 'se expressar' e 'não quebrar a atmosfera'. Detalhes prometidos pra depois.